Jardins e Palácio dos Marqueses de Fronteira

Foi de índole metafísica significativa parte das motivações dos conjurados que arquitectaram a revolução do dia 1º de Dezembro de 1640, que devolveu a independência a Portugal, após sessenta anos de domínio filipino. As chaves para a sua decifração, não sendo convencionais,  deverão ser buscadas em fontes não convencionais, como, por exemplo, nos Jardins e no Palácio dos Marqueses de Fronteira. Com efeito, o programa iconográfico desse conjunto monumental constitui uma esclarecida homenagem à Restauração e à História de Portugal, globalmente entendida, no âmbito de uma alegoria do Orbe Celeste, causa primeira do Terrenal.