Da Egitânia Paleocristã à Idanha Templária

Em 1197, Dom Sancho I confirmou aos templários, na pessoa do mestre Dom Lopo Fernandes, a doação de Idanha-a-Velha (Egitânia), que lhes fora entregue, em 1165, por Dom Afonso Henriques.

A regalia, aparentemente apenas administrativa, servia na perfeição a estratégia da Ordem do Templo, sustentada na contínua consagração dos territórios sob a sua alçada, permitindo aos cavaleiros-monges enquadrar uma herança cultural milenar.

A Torre de Menagem do castelo local, construída sobre a base (podium) de um templo romano dedicado a Vénus, pode servir de exemplo. Mas a mesma constatação é válida para o edifício da Sé catedral egitaniense, sede de um bispado visigótico, depois mesquita e, finalmente, comenda templária.

Isto sem esquecer as inúmeras heresias, como a monofisita e monotelista, a ariana e gnóstica bem como a priscilianista, cujo rasto ainda é falante em toda a região.