Baixa Pombalina

Itinerários alfacinhas do Quinto Império

A Baixa lisboeta acha-se concebida como um autêntico cosmograma, razão por que nenhuma das suas partes constituintes pode ser alienada sem prejuízo do todo e dos seus utentes, inexoravelmente influenciados pelo clima psíquico que preside à estrutura física da obra. Ao arquitecto que a concebeu se pode com propriedade chamar visionário, porquanto por via da aplicação a ela de certos cânones tradicionais (os quatro Horizontes, as duas Vias e os três Recintos), favoreceu a revitalização da essência trina do genius loci da “cidade dos sete oiteiros”, cujo vigor primevo, abalado pelo terramoto, logrou, desse modo, reencontrar um receptáculo consentâneo com o seu destino de capital do Quinto Império.