Biografia

Sobre Ernesto Soares

 

Ernesto Leandro Rodrigues Soares nasceu em Mafra, filho do escrivão de Direito, José Rodrigues Soares e de D. Nazaré Rodrigues Soares, a 27 de Fevereiro de 1887.

Realizou os seus estudos no Colégio de Campolide, concluindo o curso liceal na Escola Académica, em Lisboa.

Em 1910, casa com Sara de Sousa Simões Soares, filha do farmacêutico Abílio Freire Rolim, de Mafra, muitos anos proprietário da Farmácia Rolim, de Mafra.

Exerce a profissão de escrivão de Direito na sua terra natal até 1914. É preso neste ano por ter aderido à sublevação monárquica, ocorrida a 20 de Outubro, que ficou conhecida por Revolta da Água-Pé (cf. Democracia, 8 Nov. 1914). Acusado de ser um dos principais cabecilhas do movimento (cf. Democracia, 10 Jan. 1915), seria julgado e condenado a dezoito meses de prisão e seis meses de multa a vinte centavos (cf. Democracia, 17 Jan. 1915).

Uma vez posto em liberdade, fixa residência em Lisboa, tornando-se professor de Português e Latim no Colégio Académico e, posteriormente, na Escola Lusitânia, da qual chegou a ser subdirector.

Passa a dedicar-se ao estudo da história da gravura e dos gravadores portugueses, publicando em 1927 o seu primeiro trabalho de investigação.

A partir de então produziria quase ininterruptamente considerável número de artigos e obras sobre o assunto, bem como acerca da Iconografia Portuguesa, da qual pode ser justamente considerado o maior investigador português de todos os tempos.

Um amigo mafrense descreveu-o como “admirável conversador, cujo convívio encantava pela sua vasta memória, sempre viva e presente, sobretudo em assuntos de arte”.

Foi membro da Associação dos Arqueólogos Portugueses e sócio da Academia Portuguesa de Ex-Libris e da Academia Nacional de Belas Artes.

Faleceu em Lisboa, no dia 17 de Dezembro de 1966.